DNS (Domain Name System) O que é?

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Introdução

A internet possui uma infinidade de sites e, para acessá-los, você digita um endereço no campo correspondente do seu navegador, por exemplo, http://www.google.com.br, http://www.infowester.com e http://www.ealecrim.net. No entanto, o que o computador faz para encontrar esses sites quando você solicita? É neste ponto que “entra em cena” a tecnologia DNS, que será explicada a seguir.

O que é DNS

DNS é a sigla para Domain Name System (Sistema de Resolução de Nomes). Trata-se de um recurso usado em redes TCP/IP (o protocolo utilizado na internet e na grande maioria das redes) que permite acessar computadores sem que o usuário ou sem que o próprio computador tenha conhecimento de seu endereço IP.

Cada site da internet é acessível por um endereço IP. O problema é que existem tantos que é praticamente impossível decorar o IP de cada um. Imagine que ao invés de digitar http://www.infowester.com para acessar este site, você tivesse que informar ao navegador o endereço 200.178.123.25. Imagine então que você tivesse que fazer o mesmo para cada site que você visita, como Google, UOL, Yahoo, etc. Como você deve ter percebido, ia ser trabalhoso acessar cada um desses sites através do endereço IP, pois além de decorá-los, você teria que consultar uma relação de IPs toda vez que quisesse acessar um site novo.

Para lidar com esse problema é que o DNS é usado. É ele que permite o uso de nomes (também chamados de domínios) ao invés dos IPs no acesso aos sites. Basicamente, na internet, o DNS é um conjunto de grandes bancos de dados distribuídos em servidores de todo o mundo que indicam qual IP é associado a um nome (ou seja, um endereço do tipo http://www.nomedosite.com).

Funcionamento do DNS

Como já foi dito, os serviços de DNS da internet são um conjunto de bancos de dados espalhados em servidores de todo o mundo. Esses bancos de dados têm a função de indicar qual IP está associado a um nome de um site. Quando você digita um endereço em seu navegador, por exemplo, http://www.infowester.com, seu computador solicita aos servidores de DNS de seu provedor de internet que encontre o endereço IP associado a http://www.infowester.com. Se os servidores não tiverem essa informação, ele se comunica com outros que possam ter.

Para facilitar esse processo, os nomes dos sites são divididos hierarquicamente, como mostra a imagem abaixo:

Esquema - DNS

Note que dentro de cada domínio (.com, .net, .gov) existem outras subdivisões. Por exemplo, dentro de .com há .com.br, .com.fr, .com.ar, etc.

Com essas divisões, é possível atribuir cada uma das terminações a uma entidade que as gerencie. Assim, para você registrar um domínio .br, é necessário fazer a solicitação ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, órgão que controla essa terminação. Para registrar um domínio que termine com .fr é necessário procurar a entidade que controle esse tipo.

O servidor raiz – que pode ser entendido como o servidor principal no controle do DNS – é representado por um ponto e, seguindo a ordem de pesquisa, sua inserção é feita no final do nome. Assim, http://www.infowester.com deveria ficar como:

http://www.infowester.com.

Repare que se você digitar o endereço exatamente como está acima, o navegador entrará no site normalmente. No entanto, não é necessário incluir o ponto no final, pois os serviços envolvidos, assim como os browsers, sabem de sua existência e o executam automaticamente.

Para melhor entender o DNS, vamos ao seguinte exemplo: suponha que você queira visitar o site http://www.nomedosite.com.br. Para isso, primeiramente o servidor raiz é verificado e este indica o servidor de terminação .br, que por sua vez, indica o servidor que cuida do domínio nomedosite.com.br que informa qual o seu IP, ou seja, qual o servidor onde o site em questão está localizado.

Cache de DNS

Suponha que você tenha visitado um site que nunca tenha sido resolvido pelo serviço de DNS de seu provedor, de forma que este tenha que fazer uma pesquisa em outros servidores de DNS (através da pesquisa hierárquica). Para evitar que essa pesquisa tenha que ser feita novamente quando outro usuário do provedor tentar acessar o mesmo site, o serviço de DNS guarda a informação da primeira consulta. Assim, em outra solicitação, ele já saberá qual o IP associado ao site em questão. Esse procedimento é conhecido como “cache de DNS”.

As informações do cache são armazenadas por um determinado período de tempo através de um parâmetro conhecido por TTL (Time-to-Live). Este é utilizado para evitar que as informações gravadas se tornem desatualizadas. O período de tempo do TTL varia conforme o servidor e seu administrador.

Breve histórico

Quando a internet ainda era uma ferramenta de uso militar e não possuía muitos computadores, o acesso aos nomes era possível graça a um arquivo de nome hosts.txt. Esse arquivo continha os endereços de cada nome existente. Com o crescimento da internet, esse arquivo passou a crescer de igual forma e chegou ao ponto de ser tão grande que causava atraso nas atualizações. Por volta de 1983, o esquema hoje conhecido como DNS tomou forma para resolver esse problema. Sua primeira especificação pode ser vista aqui.

Finalizando

A utilização do DNS não se limita à internet. Esse recurso pode (e é) utilizado em redes locais, extranets, etc. Sua implementação pode ser feita em praticamente qualquer sistema operacional, sendo muito usual nos sistemas baseados em Unix e no Windows.

Fonte:

http://www.infowester.com/dns.php

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